
Este estudo apresenta uma análise do desenvolvimento da Paleontologia no Brasil entre 1940 e 1969, utilizando dados da Plataforma Lattes e métodos cientométricos. A análise da produção científica relacionada à temática revelou três fases: inicial limitada (1945-1954); crescimento moderado (1955-1962); e expansão, a partir de 1963, atingindo 43 publicações em 1966. A dispersão de estudos em 130 periódicos indicou diversidade de fontes, com destaque para os Anais da Academia Brasileira de Ciências e o Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia. Destaca-se que as pesquisas localizadas focam regiões como Bacia do Paraná e Rio Grande do Sul, com ênfase em estratigrafia, sedimentologia e geomorfologia. A análise de palavras-chave, que se divide em 71 grupos temáticos, evidenciando a diversidade de pesquisas, revelou termos como “Brasil”, “Gondwana” e “Permiano”, além de “ecologia” e “morfologia”, indicando uma abordagem multidisciplinar. . A formação acadêmica dos pesquisadores, com 107 registros, foi liderada por graduações (76), com predomínio nas Ciências Exatas e da Terra. A Universidade de São Paulo liderou em número de cursos na área. Já a região Sudeste concentrou a maioria das formações. Os doutorados foram esparsos e as orientações acadêmicas, inicialmente técnicas, diversificaram-se após 1966. O estudo revelou ainda um período de crescimento gradual da Paleontologia no Brasil, com avanços na produção científica, pesquisa temática e formação acadêmica, estabelecendo as bases para o desenvolvimento da área.
Authors: Lucas George Wendt, Fabiano Couto Corrêa da Silva, Ana Paula Sehn, Maurício Coelho da Silva, Renê Faustino Gabriel, Tiago Rodrigo Marçal Murakami
DOI: https://doi.org/10.47681/rca.v10i.67249
Publish Year: 2025